Sustentabilidade como principal efeito do Home Office

 

Sustentabilidade

 

2050. Esse foi o ano previsto pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep) para a população mundial alcançar a impressionante cifra de 9,6 bilhões de pessoas e, por conta disso, precisará de três planetas para manter seu estilo de vida, se não começar a controlar agora os padrões de consumo e produção.

Até a pandemia chegar, o mundo sabia de todas as previsões de catástrofes que o aguardavam para o futuro, mas ainda milhões diziam que não havia provas de que o efeito estufa e a falta de sustentabilidade dos hábitos de vida da humanidade a levariam ao caos.

Com a crise desencadeada pelo novo Coronavírus, as provas produzidas são, infelizmente, irrefutáveis. Com a grande quantidade de pessoas isoladas em casa por conta do Home Office a que foram forçadas a aderir, todos os níveis de poluição caíram drasticamente.

Nos primeiros meses da pandemia, o mundo como um todo emitiu cerca de um milhão de toneladas de CO2 a menos por dia, segundo dados divulgados pela NASA e pela Agência Espacial Europeia. Em Hubei, na China, onde o surto teve início, de acordo com o Ministério de Ecologia e Meio Ambiente, o número de dias com boa qualidade do ar subiu 21,5% em fevereiro. O mesmo aconteceu com a Itália e vários outros países da Europa durante os primeiros dois meses e meio do isolamento. Inclusive a poluição dos rios teve uma diminuição acentuada.

Outros fatores da sustentabilidade

Com a instalação do teletrabalho, as empresas perceberam a enorme economia que tiveram em vários aspectos: telefonia, energia elétrica, água e esgoto, eliminação de resíduos e cortes brutais nas horas utilizadas para deslocamento. Para os colaboradores, também, os benefícios vão desde melhor qualidade de vida, menos riscos com deslocamento, maior produtividade e menores gastos em vários sentidos, como transporte e alimentação.

Para entender melhor essa relação entre sustentabilidade e Home Office, a Fundação Espaço Eco – fundada e mantida pela BASF – realizou um estudo, em 2018, junto a seus colaboradores. Segundo o apurado, a grande maioria deles deslocavam-se em média 24km para o trabalho, sendo que 49% deles utilizavam carro, 22% preferiam metrô ou trem, 14%  fretado e apenas 12% iam trabalhar de ônibus. Como os condutores preferidos são, também, os que mais poluem a atmosfera, foi possível calcular quanto de CO2 essa fração de colaboradores emite por ano: 1170 toneladas, só no deslocamento para o trabalho!

Em home office esse valor cairia a níveis ínfimos. Para se ter uma ideia, os estudiosos da Fundação Espaço Eco fizeram uma projeção: se os colaboradores que foram alvo da pesquisa fossem alocados para teletrabalho um único dia da semana, 230 toneladas de carbono deixariam de ser jogadas na atmosfera terrestre, o que equivaleria a 23 viagens ao redor da Terra por um veículo pequeno.

Ainda há alguma dúvida de que o Home Office é a melhor opção, não só para empresários, como também colaboradores e, ainda mais, para o planeta?

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2020-09-01T16:16:46-03:00