Lixo eletrônico e descarte correto, um problema no Brasil

 

 

7º lugar. Esta é a posição do Brasil no ranking dos países que mais produzem lixo eletrônico no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha e Reino Unido. Produzimos, em média, 1,5 milhão de toneladas por ano e seu descarte ainda está longe de ser um exemplo. Para se ter uma ideia, apenas 3% do lixo eletrônico, no Brasil, é coletado para ser descartado corretamente.

Esse, na verdade, não é um problema só nosso. Ao contrário, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que menos de 20% de todo o lixo eletrônico produzido no mundo seja descartado e reciclado de forma adequada. O restante ou é reciclado de maneira informal ou vai para aterros comuns, ficando assim em contato não só com o meio ambiente, mas também com os seres humanos, provocando inúmeros problemas.

Mas antes de continuarmos, seria interessante esclarecer que os REEE (Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos), como são chamados, são aparelhos elétricos ou eletrônicos descartados ou que ficam velhos. Como muitos desses equipamentos possuem em sua composição metais pesados, ao serem descartados de forma incorreta podem liberar esses metais, que são cancerígenos.

Solo e rios também são contaminados quando o descarte é incorreto, provocando inúmeros problemas ao meio ambiente. Temos visto muitos peixes e animais marinhos morrendo por causa do lixo que é despejado de forma inadequada em rios e oceanos.

E esse problema só tende a se agravar, já que com o avanço da tecnologia, cada vez surgem mais celulares, computadores, tablets etc. modernos, de última geração, levando as pessoas a trocarem o equipamento e se desvencilhar do antigo, assim como inúmeros outros dispositivos.

A se concretizar a estimativa de que até 2050 o mundo produzirá cerca de 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico, como ficará esse cenário?

A conscientização é a única alternativa!

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2020-10-15T17:22:28-03:00